IGP-M recua para 0,89% em outubro


O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) foi de 0,89% em outubro, percentual inferior ao apurado no mês anterior, quando variou 1,52%. Com este resultado, o índice acumula alta de 9,25% no ano e de 10,79% em 12 meses. Em outubro de 2017, o índice havia subido 0,20% e acumulava queda de 1,41% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) desacelerou de 2,19% em setembro para 1,11% em outubro. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou 1,15% em outubro, contra 1,00% no mês anterior. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa de variação passou de 0,19% para 0,91%, no mesmo período. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, registrou alta de 0,94% em outubro, ante 0,45% no mês anterior.

A taxa de variação do grupo Bens Intermediários passou de 2,24% em setembro para 2,05% em outubro. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo suprimentos, cujo percentual passou de 4,53% para 0,26%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 1,35% em outubro, ante 1,75% em setembro.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas caiu 0,11% em outubro, após registrar alta de 3,53% em setembro. Contribuíram para o recuo da taxa do grupo os seguintes itens: minério de ferro (10,49% para -0,85%), milho (em grão) (5,74% para -5,47%) e soja (em grão) (5,01% para 0,43%). Em sentido oposto, destacam-se os itens cana-de-açúcar (-1,39% para 0,88%), café (em grão) (-1,93% para 0,50%) e bovinos (1,79% para 2,49%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,51% em outubro, ante 0,28% em setembro. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram avanço em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Alimentação (0,01% para 0,70%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou -5,61% para 10,13%.

Também apresentaram avanço em suas taxas de variação os grupos Transportes (0,59% para 1,06%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,19% para 0,48%), Educação, Leitura e Recreação (0,52% para 0,63%) e Comunicação (0,05% para 0,17%). As principais influências observadas partiram dos seguintes itens: gasolina (1,71% para 3,49%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,64% para 0,86%), salas de espetáculo (-2,92% para 1,66%) e tarifa de telefone móvel (-0,44% para 0,05%).

Em contrapartida, apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Habitação (0,26% para 0,04%) e Despesas Diversas (0,46% para 0,07%). Nestas classes de despesa, os maiores recuos foram observados para os seguintes itens: tarifa de eletricidade residencial (0,02% para -0,48%) e cigarros (0,88% para -0,04%).

O grupo Vestuário repetiu a taxa de variação de 0,57%, registrada na última apuração. As principais influências partiram dos itens: roupas masculinas (0,09% para 0,54%), em sentido ascendente, e calçados (0,50% para -0,19%), em sentido descendente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,33% em outubro, contra 0,17% em setembro. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços ficou em 0,46%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,38%. O índice que representa o custo da Mão de Obra variou 0,22% em outubro. No mês anterior, este índice não havia registrado variação.

 

 

Fonte: Portal FGV IBRE

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